sábado, 20 de dezembro de 2014

Golden Eagle

Antes de eu fazer uma resenha sobre Christine, livro e filme, eis que eu estava navegando na net e eis que me surge esse artigo que eu li ainda hoje no Terrorama. Eu achei ele bem interessante, e resolvi escrever sobre ele nesse humilde blog.

Bom, sem mais delongas, lhe apresento a este Dodge 330 1964 Edição Limitada, que é responsável por nada mais nada menos de 14 (fucking) mortes! ALÉM DE MUITAS OUTRAS!!! Bom, depois dessa pequena introdução falarei sobre o carro mais maligno dos Estados Unidos (se não do Mundo), este simples Dodge, mais conhecido como Golden Eagle.

Il Demonio (1963)

E se eu te dissesse que se não existisse esse filme estrelado pela minha diva Daliah Lavi, não teríamos o o livro e o filme mais assustados de todos (segundo muitos críticos). Se você pensou em The Shining, você está redondamente enganado, se você pensou em The Exorcist, você está redondamente certo. Só para mostrar que quem é quem manda no cinema são os italianos, me vem um que faz esse filme, além de uma cena que Lavi faz o famoso andar da aranha (spider walk). Isso mesmo! Se você pensou que Regan MacNeil foi a primeira a andar que nem uma aranha, você está errado. Ao longo dessa crítica, você verá muitas semelhanças com Exorcist.

sábado, 29 de novembro de 2014

Lolita

Lolita, luz da minha vida, fogo da minha carne. Minha alma, meu pecado. Lo-li-ta: a ponta da língua toca em três pontos consecutivos do palato para encostar, ao três, nos dentes. Lo. Li. Ta. Pág. 11

domingo, 23 de novembro de 2014

A Clockwork Orange

Hoje vou falar de um livro diferente de tudo o que eu já tinha lido em toda a minha curta vida. Eu nunca gostei de livros que tem muita violência (diz o garoto que gosta do Lucio Fulci), e essas coisas, mas quando eu li Laranja Mecânica (A Clockwork Orange), nossa, eu simplesmente adorei o livro. Bom, não cheguei a amar ele, mas olha, esse livro é muito bom. Eu sempre fui muito cético sobre livros ou filmes de gangues, nunca gostei muito, mas foi só a minha mãe comprar Laranja Mecânica na Primavera dos livros aqui no Rio de Janeiro, da editora ALEPH numa edição realmente boa (e isso não é propaganda), que eu fiquei num estado avançado de dopação (nem sei se essa palavra existe).

sábado, 22 de novembro de 2014

The Exorcist

Taí um livro que é pra marcar a vida de qualquer um que terminar de lê. O livro escrito por William Peter Blatty, é um ótimo exemplo da luta do bem contra o mal, para salvar a vida de uma criança inocente. E essa criança inocente é Regan MacNeil, uma pré-adolescente de doze anos, filha de uma atriz de cinema, Chris MacNeil, uma mãe solteira, que sofre com os problemas psicológicos que sua filha repentinamente tem, sem nenhum motivo aparente.
Meu caro leitor, se você gostou da ótima adaptação (com o roteiro escrito por Blatty, também), você vai adorar esse livro. As cenas são mais grotescas e arrepiantes, além de perturbadoras.
Temos muito disso e não precisamos de Satanás para criar nossas guerras. Conseguimos criá-las sozinhos... Sozinhos. Pag. 304

domingo, 2 de novembro de 2014

The Omen

Taí um bom livro de terror, que você vai poder se deliciar com as mortes e o estranho segredo por trás de Damien. The Omen (A Profecia, na edição brasileira) é nada mais o livro que originou um dos filmes de terror que mais chocou nos anos 1970, que, junto a Rosemary's Baby e The Exorcist, atingiu um status cult inalcançável pelos filmes que julgam ser de terror que estão sendo lançados agora.

sábado, 1 de novembro de 2014

The Mysteious Affair at Styles

Se existe o melhor livro policial de estréia pode apostar que é O Misterioso Caso de Styles (título em português). Esse livro é simplesmente magnífico, sem mais nem menos, e Agatha Christie nesse livro, já sabe para o que veio. Fi tipo um: chupa otário para os críticos daquela época, porque uma mulher conseguia escreve um livro tão foda! E nem é para menos! Aqui já podemos perceber a genialidade de Agatha logo no seu primeiro livro e o modus operandi do assassino e o final, sempre chocante, que seria refeito em praticamente todos os seus livros.
Publicado em 1920, esse com certeza é um dos melhores romances policiais e um dos melhores da autora. É incrível como Agatha consegue te prender nesse livro, que, em cada página, você fica se perguntando: Vou ler só mais essa página, e quando você vê, você já está no final, na famosa explicação que ela sempre escreve no final do livro, e solta uma exclamação quando descobre quem é o assassino.



domingo, 19 de outubro de 2014

Annabelle

Bom, aproveitando que Annabelle estreou nos cinemas brasileiros dia há alguns dias atrás (e eu não vou poder ver o filme já que é 14 anos e eu só tenho 13, que bosta!), resolvi fazer um post contando a história real dela, algo que muitas pessoas já sabem. Só tô fazendo ele pra não ficar mais do que dois meses sem postar alguma coisa no meu blog. Só pra falar (escrever na verdade), eu tô escrevendo esse post traduzindo do site dos Warren, o casal paranormal mais foda (minha mãe não pode ver isso), que investigou o caso dessa boneca possuída pelo tinhoso. Se você quiser entrar no site, é só clicar aqui.
E só pra constar, eu acho a boneca verdadeira mais assustadora do que a boneca do filme. É sério. Só porque ela é feia fisicamente não quer dizer que ela é mais assustadora, dãn.
Espero que você goste, e boa leitura.







segunda-feira, 7 de julho de 2014

O Curta perdido de Tim Burton

Enquanto fuçava o Adoro Cinema, o melhor site de cinema brasileiro, encontrei essa pérola do começo de carreira de Tim Burton.
Para quem não sabe, lá, bem na pontinha do começa da carreira profissional de Tim Burton, ele trabalhava para Disney, uma coisa meio irônica, já que Burton tem aquela mente peculiar a qual eu amo, para fazer coisas que deixe qualquer um com medo, e ele trabalhava para a Disney, a Disney! A, digamos, produtora de vários filmes infantis "com nenhuma coisa que tenha a ver com terror".
Lá no começo, Tim Burton fez Hansel and Gretel, ou se preferir, João e Maria, de 1982, quando o Tim tinha apenas 24 aninhos. Mas esse João e Maria, meu amigo/minha amiga, saiu da mente peculiar de Burton, que sabe transformar qualquer coisa em terror, ou alguma coisa meio estranha. É por isso que eu amo ele.
Eu não vou falar mais nada sobre o média, mas só vou falar que deram como perdido o filme, já que não conseguiram encontrar alguma cópia, mas eis que há três semanas atrás, alguém colocou no Youtube, uma versão tipo, em VHS do média e dá para vê-lo abaixo, e, pesquisando mais, encontrei uma versão legendada dele (:D), aproveitem o média.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Little Bastard

James Dean era o tipo de bady boy dos anos 1950 (responsável pelo orgasmo de milhões de garotas). Participou de poucos filmes, porém muito bons. Foi indicado ao óscar em 1956 e 1957 pelos filmes East of Eden, de 1955, e Giant, de 1956. Além de atuar, ele gostava, gostava é uma palavra nada significativa, amava correr com os seus carros, e quando teve o Porsche 550 Spyder ele fez a coisa mais natural para uma fanático por corrida.
No dia 30 de Setembro de 1955, quando o golden boy, como era chamado, estava a bordo no Little Bastard, como era carinhosamente apelidado, junto a seu mecânico, Rolf Wütherich. O Little Bastard era um dos carros mais esportivos e conhecidos da história. Tinha o motor de 4 cilindros e 1500 cilindradas, com 100 cavalos de potencia.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Mario Bava: Sei Donne per L'Assassino (1964)

 Como disse anteriormente, pense que giallo é um livro, e que além de La Ragazza che Sapeva Troppo ser a introdução, Sei Donne per L'Assassino também faz parte. Juntando a premissa do(a) americano(a) que vai à Itália, e presencia um assassinato e começa a investigar por conta própria, e as mortes extremamente gráficas, temos um belo giallo.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Mario Bava: La Ragazza che Sapeva Troppo (1963)

Aqui está Mario Bava lá, lá bem lá no começo de um subgênero de terror italiano que ele próprio inventou, e inovou. Pense que giallo é um livro, em que La Ragazza che Sapeva Tropo é a introdução desse livro, porque esse é simplesmente o primeiro filme giallo. Mario Bava sabe muito bem criar uma atmosfera intrigante em seus filmes, além de fazer uma bela direção de fotografia. O filme em si é um jogo doido de luz e sombras, já que a película é em Preto & Branco, formando uma peculiaridade nunca vista antes nele, e transformando o num suspense intrigante e inquietante.

domingo, 8 de junho de 2014

Vingança

Ela não sabia por que fizera aquilo. Ela nem tinha uma consciência do que iria fazer mais tarde. Mas sabia que queria vingança. Vingança de todos aqueles que fizeram mal a ela naquele frio dia de primavera, de 1977, e, quando viu a navalha ensanguentada depois de golpeá-lo várias vezes aquele filho da puta, não sentiu culpa, nem medo e nem remorso, mas liberdade.
Acabara de fazer a sua primeira vítima. Ela o fez sofrer tanto antes de morrer. Primeiro o seduziu, depois o dopou, que quando menos esperava estava no lugar onde ele e seu filho, e os seus dois amigos abusaram dela. Era uma bela floresta a beira de um lago. Primeiro, pegou um taco de beisebol e o golpeou várias e várias vezes, só parando quando estava no chão, com um pouco de sangue saindo de sua nuca. Ele se arrastou de dor, e estava suplicando para ela não fazer mais aquilo, mas ela o olhava com um sorriso no rosto. O sorriso frio da morte. Bateu mais nele, espirrando sangue em sua cara, e na sua camisa e sua calça boca de sino. Quando estava prestes a morrer, ela pegou a navalha e cortou a sua garganta. Ela não a cortara profundamente, só com um centímetro de profundidade, assim ele sofreu mais ainda, e quando finalmente o seu corpo ficou sem vida, ela gargalhou, e depois cuspiu nele.

sábado, 17 de maio de 2014

Meu Vídeo

Venho aqui divulgar um vídeo meu que já está no YouTube já faz uns meses e, já que o maluco aqui não atualiza, divulga ou faz alguma coiso no blog já faz um século, resolvi, com muita vergonha, divulgar esse meu vídeo que fiz com uns amigos meus. Espero que gostem :).

A Casa do Lago - Parte I

Me lembro que fora num fim de tarde de primavera. O sol se punha, e formava um belo crepúsculo, com os pássaros piando incansavelmente. Ela era uma bela casa holandesa, que pertencera ao meu recente falecido avô. Me lembro que ela era enorme, era de dois andares além de um sótão e um porão, hall de entrada, um belo lustre, do lada esquerdo, uma enorme sala de estar e um, também enorme, escritório, do outro lado, o lado direito do hall, dava para a sala de jantar e cozinha, da cozinha um belo jardim e uma piscina. No segundo andar, três quartos, uma suíte, dois banheiros e um quarto de empregada, além de uma porta que havia uma estreita e pequena escada que dava para o sótão. O que mais me impressionava, era sua arquitetura majestosa, e janelas enormes, e duas no sótão que lembrava a casa de Amityville. Eu estava de férias e não era um garoto de tantos amigos, por isso eu não me importava em me mudar.
Ela fora construída em 1928, pelo meu tataravô, um renomado arquiteto brasileiro, que adorava as casas holandesas, e decidira construir uma, aqui em Pelotas, no Rio Grande do Sul, na costa. Vivíamos, eu, meu pai, minha mãe e minha irmã numa vizinhança tranquila e calma, afastada um pouco da cidade. Aquele lugar era tudo o que sonhávamos, era perto de uma padaria, era perto de uma delegacia de polícia, eram três minutos de carro até a cidade grande, ou seja, era perto de tudo, e além do mais, ficava ao lado de um rio.
É claro que nem tudo era felicidade, já que meu avô acabara de morrer, e estávamos de luto, principalmente a minha mãe. Ele era um homem muito bom, e morrera com os seus 86 anos, do jeito que queria, na cama, dormindo. No seu testamento, ele deixara a casa e mais 800 mil reais, para podermos ficar bom, antes de meus pais arranjassem um emprego, algo que eles já tinham. Meu pai era o feche de uma loja de automóveis e minha mãe uma escritora de livros de terror.
Mal chegamos e eu já sabia qual seria o meu quarto, um que a vista era o belo rio, e a minha irmã ia ficar num do lado do meu. Os nossos quartos eram interligados por uma porta com janela. Eu subi a grande escada com curvas e pequenos degraus, tropecei duas vezes antes de chegar correndo no meu quarto. Eu era uma garota de dez anos quando isso aconteceu, e minha irmã, uma "aborrescente" de 15 anos. Ela era daquelas garotas que não gostavam de nada, sabe? Só queria um homem, ou um ignorante para perder a virgindade. Mas isso não me incomodava, o que me incomodava era o fato de ela ver o lado ruim das coisas e ser tão chata e ignorante.
O resto da noite foi trabalhador, nós só trouxemos as nossas roupas, já que vivíamos de favor no apartamento de uma amiga de minha mãe no Rio de Janeiro. Os guarda roupas eram colados às paredes e também eram enormes, e deu para colocar as duas malas enormes cheias de roupas no chão dele.
Quando já eram dez horas, o horário que todos tinham que ir, pelo menos para a cama, fiquei usando o meu tablet, e ver um pouco de TV, então adormeci, por causa do ar-condicionado, que me fazia ficar sonolento, mas logo eu ouvi passos... não eram passos, eram pessoas correndo pelo corredor. E depois risos doces e finos, risos de mulher, ou crianças. Acordei com um pressentimento de que havia alguém dentro do guarda roupa olhando para mim. Impossível. Me virei e olhei o gurda roupa. Fechado. Me virei de novo. O quarto que iluminado por uma luz verde que não sabia de onde via. Tentando dormir, fiquei de barriga para baixo, mas ouvi uma bota batendo, e depois pessoas correndo e subindo em uma escada os mesmos risos, mas depois, uma voz de uma garotinha sussurrara alguma coisa inaudível. Sabendo que aquilo não era nada normal, saí da cama, e fui até a parede, que era de onde via os sussurros. Coloquei o ouvido na parede, e comecei a esfregá-lo, até sentir algo bem gelado. Olhei o que era. Era tipo um tubo de ferro, e o sussurro via com mais força de lá, então coloquei o meu ouvido perto para escutar, mas só escutei isso:
"Ela está nos ouvindo! Vamos sair daqui!" Depois passos descendo uma escada, uma porta abrindo e fechando, depois correndo. Eu não entendia nada daquilo, e logo um medo começou a correr sob mim. Um frio na espinha me fez ficar com ânsia e com vontade de cagar ao mesmo tempo. Mas a curiosidade era maior do que o medo, então peguei o meu celular e abri a maçaneta de vidro. Não tinha certeza do que eu estava fazendo, mas eu era, e ainda sou, uma pessoa muito curiosa. Meus passos eram silenciosos e ágeis. Sentia alguém olhando para mim, mas não vi ninguém ao olhar para trás, mas quando olhei para frente e aquela sensação voltara. Tinha que ignorar. Peguei na maçaneta de vidro, que estava muito fria. Girei ela, e ouvi alguém correndo, empurrei aporta, mas alguém empurrara ela para fechar. Eu fazia mais força, mas a outra pessoa do outro lado da porta era mais forte. Empurrei, ela empurrou, empurrei mais forte, e ela empurrou. Logo, ouvi uma garotinha falando:
"Por favor, não entra aqui, foi aqui que eu morri." Fiquei chocada. A voz era triste e juvenil. Fiquei com pena e medo ao mesmo tempo. De repente, fiquei tremendo de medo. Aquela voz... nossa, nunca vou me esquecer, aquela voz era muito triste, e... era a de uma garotinha, meu Deus! Me sentei no chão, senti minhas pernas bambas, mas a minha mãe direita continuava na maçaneta, e coloquei o meu corpo contra a porta. Alguém empurrou a porta para fecha-la. Comecei a chorar de medo. Olhei para baixo, e vi um pouquinho de sangue escorrendo debaixo da porta. Quando olhei para a escada, vi alguém me olhando, alguém que não sabia quem era, mas esse alguém me deu medo. Nós nos olhávamos, até que ele começou a andar, bem de vagar. Comecei a gritar, mas quanto mais gritava, mais ele estava perto, e mais e mais, até que ele estava a uma palmo de mão em mim, ele estava perto ao ponto de tocar em mim. Ele estava todo de preto, e não dava para ver o seu rosto preenchido por uma escuridão perversa. Ele estendeu a mão para mim, a mão, gritei mamãe! Mamãe!, mas era inútil ninguém me ouvia. Era inútil aquilo... inútil. Ele colocara a sua mão com uma luva de couro preta nos meus olhos e disse: Shhh... Não há nada com o que se preocupar, eu estou aqui... a voz era um sussurro, eu acho que era um homem, ou alguma coisa, mas a voz era um  tipo de fina e grossa ao mesmo tempo. Logo me vi num lugar preenchido por uma escuridão de trevas. Podia ouvir pessoas falando ao mesmo tempo, não consegui entender o que elas falavam, comecei a chamar por minha mãe... Mamãe... Mamãe... Mamãe! Mamãe! MAMÃE! MAMÃE!
***
Essa é a primeira parte de uma série de outras que pretendo escrever aqui no blog sob minha autoria. Espero que tenha gostado dela, e em breve virá a segunda parte.

sábado, 5 de abril de 2014

Lisa e il Diavolo (1973)

Me desculpem pelos palavrões, mas Mario Bava é um diretor foda para caralho! Lisa e il Diavolo é a obra prima do diretor italiano. Quando eu estava passando um tempo, no site Deadly Movies, vendo algum filme para baixar, eis que me surge Lisa e il Diavolo. No começo, eu não dei muito importância, mas depois que eu decidi ver o trailer do filme, me apaixonei pela música composta por Carlo Savina, que é maravilhosa, e a trilha sonora dos filmes do Sr. Bava são uma das coisas que eu mais amo, além das atuações e os close-ups que Sr. Bava fazia.
Até hoje, eu pensava que Sei Donne per L'Assassino, de 1964, era o seu melhor filme, mas francamente, o Sr. Bava se superou nesse filme.
Lisa e il Diavolo é o cúmulo de sua genialidade e, além de ser o seu melhor filme é o mais complexo. Nele, Lisa Reiner, interpretada divinamente pela bela Elke Sommer, se perde de sua amiga (Kathy Leone), numa cidade na Espanha, e conhece um estranho homem que tinha a exata aparência de um afresco que viu, que era do diabo carregando pessoas. Lisa, perdida pela cidade, consegue encontrar alguém que consegue lhe oferecer ajuda, que foi um casal de aristocráticos. Ela, Sophia Lehar (Sylva Koscina) tem um caso com o chauffeur, George (Gabriele Trinti), e o marido, Francis Lehar (Eduardo Fanjardo), se finge de desentendido. Quando o carro quebra, na frente da casa da Condessa (Alida Valli), eles conhecem o mordomo, Leandro (Telly Salavalas), que Lisa logo reconhece como a imagem do diabo. Lá, eles conhecem o filho da condessa Max (Alessio Orano). Logo, na mente de Lisa, o passado e o presente se juntam, misturando também à receita o giallo. Isso desencadeia uma série de eventos que vão mexendo com a sanidade de cada um dos personagens.

Sinceramente, demorou muito tempo para eu ver Lisa e il Diavolo, porque eu só tinha visto as curiosidades e a sinopse, nem o elenco me dei o luxo de ler, e, pelo fato também de achar que a carreira do diretor estar se decaindo nos anos 1970 nem mesmo ter visto um filme dele na época e, depois de ver Reazione a Catena, de 1971, eu dei uma olhada de novo no Deadly Movies e, além de ver o elenco eu vi o trailer. Primeiramente, quando eu li o nome Alida Valli, eu fui logo no piratebay e baixei o filme. Eu simplesmente AMO Alida Valli! E nesse filme ela estava perfeita e divina! Se bem que Bette Davis era a cogitada para viver a Condessa também ficaria ótima com o papel, mas Alida Valli foi melhor, em todos os sentidos. O Sr. Bava também cria uma personagem chave, Elena, que é o núcleo de toda a história do filme, que é a noiva de Max, mas que tem um caso com o marido da Condessa, Carlo (Espartaco Santoni). E quando eu vi, eu aplaudi esse filme, com um final surpreendente.
SPOILER: A partir daqui, o parágrafo contém MUITOS spoilers, e, se você não viu o filme, pule este parágrafo. Já se você viu, desfrute do confuso desfecho de Lisa e il Diavolo.
Como citei no penúltimo parágrafo, além de Lisa e il Diavolo ser o seu melhor filme, é o mais confuso e complexo. Vários porquês vão se desenvolvendo com o decorrer da película, e, colhendo informações da postagem que o 101 Horror Movies fez sobre o filme, finalmente dando respostas sobre os meus porquês e também colhendo informações no livro The Haunted World of Mario Bava de Troy Howart. Bom, agora sim eu vou falar que Lisa e Elena eram a mesma pessoa e que, na verdade, desde o começo da película, Lisa/Elena, estava morta! Isso mesmo MORTA! A protagonista estava morta! morta! morta! e morta! Se tornando apenas mais uma das marionetes do diabo, sendo forçada a reviver o pesadelo de sua vida mortal no qual era Elena, se tornando apenas uma marionete de tamanho real sendo conduzida por Leandrou, ou Diabo, pela suas linhas que eram amarradas aos seus pauzinhos, ou braços e pernas.
E, na última cena, quando Lisa finalmente consegue fugir daquele inferno, ou purgatório, e toma um avião para finalmente se sentir livre do pesadelo infernal que "viveu" em uma noite, mas, quando se vê num avião vazio e, a procura de alguém, se depara com os cadáveres de todos os integrantes do pesadelo passado por ela, tenta fugir até a cabine do piloto, que se descobre que é Leandro, ou melhor, o Diabo, que chupa o seu pirulito contente, enquanto Lisa vira de novo Elena e depois uma carcaça de um cadáver, e, forcando de novo a reviver aquele maldito inferno eternamente, pagando os seus pegados por uma família que um dia fez ela infeliz, e se destruir pouco a pouco.
Um filme fodástico, não? Pois é, quando o filme fora exibido pela primeira vez no Festival de Cannes em 1973 na França, os prdutores axaram o filme confuso e complexo demais, se tornando impossível de ser vendido comercialmente, principalmente nos Estados Unidos. Então, o que tiveram que fazer? O que vocês acham? Se você ainda nunca viu um só filme de Mario Bava, você não é digno de ler esse post, a não ser a minha mãe, ou algum dos meus amigos (brincadeira), tiveram que cortar ele e refilmá-lo de novo! Isso mesmo! Eu tô quase invocando o próprio Diabo para meter chumbo nas pessoas que falaram aquilo, sendo que quase todo mundo deve está, provavelmente morto! Fizeram uma merda (desculpe pelo palavrão), uma bela merda completa (me desculpe de novo pelo palavrão). Forcado por Leone, Sr. Bava teve que refazer algumas cenas que tornou o filme uma coisa que não é, e o re-titulou de La Casa Dell'Exorcismo, tentando pegar carona com o sucesso internacional de The Exorcist de William Friedkin. Mas, Sr. Bava, se recusando de fazer qualquer cena de blasfêmia, o próprio Sergio Leone, o produtor do filme, se encarregou de re-dirigir a cenas. Olha que eu mesmo já vi o filme e, ó, não tenho palavras para descrever o monte de cocô que eu acabei de ver há umas duas horas e meia atrás, porque ó, o filme é... como eu posso dizer... um aborto do cinema, e, tornou a obra prima do diretor como o pior plágio de The Exorcist já feito.
Sendo lançado sob o pseudônimo de La Casa Dell'Exorcismo até 1977 (pelo menos eu acho), no Canadá, só em 1982, o filme foi re-lançado em diversos países e virou sucesso, tanto de crítica, quanto de bilheteria, o tornando um sucesso instantâneo. Pena que Mario Bava não estava vivo para ouvir as tão desejadas críticas positivas que ele tanto esperava de sua obra prima.
Nota: 9,8
Ficha técnica:
Elenco: Telly Salavas; Elke Sommer; Sylva Koscina (creditada como Silva Kosnica); Alessio Orano; Gabriele Tinti; Kathy Leone; Eduardo Fajardo; Franz von Treuberg; e com Espartaco Santoni; Convidada Especial: Alida Valli/ Roteiro: Mario Bava e Alfredo Leone/ Música de: Carlo Savina/ Produzido por: Alfredo Leone/ Dirigido por: Mario Bava.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Black Swan (2010)


Chocante, perturbador, complexo, intrigante, ousado e perfeito — em todos os sentidos.
Esse suspense pode ser simples, mas Darren Aronofsky consegue envolver o espectador até o fim do filme, tornando uma história simples em complexa, e não é só o diretor que consegue envolver o espectador, Natalie Portman (Nina), divina como sempre, também consegue envolvê-lo com sua atuação brilhante.
No filme, Nina (Natalie Portman), uma mulher frágil e medrosa (que também tem o seu dark side) faz parte de uma companhia de balé que foi escolhida para substituir Beth (Winona Ryder), a primeira bailarina. Mas, oque seria uma grande vitória, Nina tem problemas (e muitos), primeiro, tem um problema pessoal especialmente com sua mãe (Barbara Hershey), que é uma mulher super controladora, e vive sendo pressionada por Leroy (Vincent Cassel), que vive alertando-a pela sua falta de paixão pela dança, que sempre é frígida, e também passa a enxergar uma concorrência vindo de uma das bailarinas, Lily (Mila Kunis). Mas, Nina não pensava que todos esses problemas não iriam tomar conta, tanto de sua vida pessoal, quanto de sua insanidade, desencadeando uma série de visões que vão comprometendo sua sanidade.
Para poder entender a mente perturbada de Nina, os roteiristas (Mark Heyman, Andrés Heinz e John J. McLaughlin) vão inserindo uma série de eventos perturbadores e traumáticos (me traumatizou) para deixar o espectador mais intrigado e envolvendo-o ainda mais com o filme e a personagem. E além disso, eles (os roteiristas) também inserem cenas calientes envolvendo Nina, como na cena em que ela fantasia uma cena de sexo lésbico com Lily, ou quando Leroy beija ela, e Nina se masturbando... e é melhor eu parar por aqui se não esse texto terá muitos spoilers.

E uma coisa que deve ser destacada também é abrilhante trilha sonora de Clint Mansell, que faz uma espécie de Lago dos Cisnes contemporânea que eu adorei demais, a trilha sonora é colocada no momento certo para dar mais intensidade para as cenas das visões de Nina e também a fotografia de Matthew Libatique, que intensifica mais o suspense. E os efeitos especiais... não tenho palavras para descreve-lo, que são muito bons. E uma das cenas que mais me intrigam, (spoiler) é aquela em que Nina "mata" Lily, mas quando um dos atos terminam e Nina vai para seu camarim, ouve alguém batendo na porta e vê Lily, e Nina percebe que foi ela mesma que se apunhalou, numa alucinação.
Só mais essa coisa que tenho a dizer sobre o roteiro é que ele me cheira a Hitchcock, por causa da mãe controladora e, eu não me lembro de que site eu li isso, mas também a um filme muito conhecido do melhor cineasta de filmes, Dario Argento, Suspiria, que usa o balé como o desafio psicológico da personagem principal, então, na minha opinião, Suspiria  é a influência mais forte que Black Swan tem, e é por isso que ele é perfeito. A minha nota desse filme, de 0 a 10, 10.
Ficha técnica:
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Mark Heyman, Andres Heinz e John J. McLaughlin
Trilha Sonora: Clint Mansell
Com: Natalie Portman........Nina Sayers/Rainha dos Cisnes/Cisne Branco e Negro
         Milas Kunis...............Lily/Cisne Negro
         Vincent Cassel..........Thomas Leroy
         Barbara Hershey.......Erica Sayers
         Winona Ryder...........Beth
         Benjamin Millepied....David/Príncipe
         Ksenia Solo...............Veronica/Cisne
         Kristina Anapau.........Galina/Cisne
         Janet Montgomery.....Madeline/Cisne
         Sebastian Stan...........Andrew
         Toby Hemingway.......Tom
         Sergio Torrado...........Sergio
Gênero: Drama Psicológico e Suspense
Lançamento: 3 de Dezembro de 2010 (EUA) 4 de Fevereiro de 2011 (Brasil)
Curiosidades:
Darren Aronofsky começou a se interessar por balé na época em que sua irmã estudava dança na High School Performing Arts, em Nova York.
Inicialmente, Aronofsky planejava contar a história de Black Swan como parte do enredo de The Wrestler. Ele planejava inserir uma trama de romance entre o um lutador de box e uma bailarina, mas percebeu que dois mundos tão diferentes não iria dar certo num mesmo filme.
O conceito do filme surgiu quando o diretor leu um roteiro chamado The Understudy, ambientado numa companhia de teatro de New York. Ele gostou do que leu, e contratou roteiristas para reescrevê-lo e propôs que o cenário fosse mudado para uma companhia de balé.
Meryl Streep esteve cogitada para interpretar a mãe de Nina, Erica. Blake Lively e Eva Green fizeram testes para interpretar Lily. Na fase de pré-produção, houve rumores que Rachel Weisz ou Jennifer Connelly poderiam dar vida a Beth.
Portman sugeriu ao diretor que trouxesse Mila Kunis para participar do filme. Mila teve um bate-papo com Aronofsky via Skype e ganhou o papel de Lily mesmo em uma audição presencial.
Para ficar mais parecida com uma bailarina profissional, Natalie Portman teve que perder quase 10 quilos. Antes disso o peso médio da atriz era 53 quilos. Portman se exercitava cinco horas por dia, fazendo balé, cross-training e natação.
Kunis teve contato com a dança na infância. Com a preparação do papel, a atriz passou a praticar com um instrutor profissional durante 3 meses. Kunis chegou a aprender a dançar en pointe, uma das técnicas mais avançadas do balé clássico.
Portman revelou que Aronofsky tentava colocá-la contra Kunis, para que a tensão entre as personagens fosse mais real nas telas. Ele procurava manter as duas em ambientes separados sempre o possível e mandava mensagens de texto elogiando o desempenho de outra, tudo para que elas se dedicassem ainda mais para os papéis.
Existe um espelho, ou uma superfície refletora em quase todas as cenas dos filme, o único lugar onde não tem é o palco onde Nina dança o Lago dos Cisnes no clímax do filme.
A cena de sexo entre Lily e Nina acontece aos 69 minutos do filme, se é que você me entende.
Fontes: Adoro CinemaIMDB, Wikipédia e 101 Horror Movies 

quarta-feira, 5 de março de 2014

"The Birds" de Alfred Hitchcock vai ganhar um remake!

Há um bom tempo a Universal comentava uma possível refilmagem de "The Birds", de Alfred Hitchcock, lançado em 1963, mas nunca saía do papel. E essa semana, de acordo com a Hollywood Reporter, o diretor holandês Diederik Van Rooijen irá dirigir o filme e comandar o projeto. O filme será produzido pela Mandaley Pictures e a Platinum Dunes.
O remake poedrá contar com Naomi Watts como protagonista, que apenas precisa aprovar o roteiro do longa. O filme original contou com Tippi Hedren como protagonista, e é baseado no conto de mesmo nome de Daphne Du Maurier.
Nenhuma data foi divulgada.
Eu só espero que não façam besteira com esse clássico.

segunda-feira, 3 de março de 2014

3ª Guerra Mundial esse ano?!

O astrólogo russo Pavel Globa previu, em 2011, que a 3ª Guerra Mundial aconteceria esse ano (2014), e como não bastasse ele, Nostradamus também previu uma guerra entre os Estados Unidos, Rússia e a Europa, e para ferrar com tudo (pra não dizer outra coisa) o tal Pavel Globa previu mais longe e previu a guerra depois dos Jogos de Inverno de Sochi.
Agora resta saber se a revelação de Pavel Globa vai se realizar ou não, mas considerando agitação civil e militar em curso na região da Crimeia envolvendo a Rússia, União Européia, Reino Unido e Estados Unidos e as previsões já estão se confirmando o.O
Em 2011, Pavel Globa fez previsões para um futuro próximo e distante. Por exemplo: previu os terremotos no Japão e no início da 3ª Guerra Mundial para 2014.
Ainda em 2011 Pavel Globa disse: "A guerra deve começar em março de 2014 ou durante os Jogos Olímpicos de Sochi. É possível que a guerra comece cinco dias após o fim dos jogos." No entanto, ele não especificou em que país começaria essa guerra.
As tropas russas começaram a intensificar seus movimentos de ocupação em 28 de fevereiro, ou seja, cinco dias depois dos jogos!!! Ou seja, ou Pavel tinha muito conhecimento de caldeirão russo ou suas previsões estão realmente certas e haverá uma 3ª Guerra Mundial!!!!
E, além disso, jornalistas russos alegam que Pavel teve outras previsões! Como: a queda da URSS, o desastre de Chernobyl e os ataques terroristas do World Trade Center (as Torres Gêmeas) em 11 de setembro de 2001.
My fucking God! A revelação do astrólogo sobre a Guerra parecia improvável, mas veio a invasão russa na Criemia, e se tudo for confirmado o mundo estará perdido.
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Primeiramente eu queria esclarecer o porque eu não estra postando muitas coisas ultimamente, bom é porque eu ando muito ocupado, e com esse calor dos infernos aqui no Rio de Janeiro, eu me sinto indisposto ultimamente, e eu estava de férias com a minha família em Manaus e eu queria ficar lá cada momento possível com a minha avó, mas, agora que eu acordei melhor me deu uma vontade enorme de fazer um post. Em segundo lugar, o blog não será mais sobre coisas antigas. Ele, tanto será sobre coisas antiga tanto quanto sobre coisas atuais, curiosidades, coisas alheias, e, bom, é com esse primeiro post de 2014 que eu termino ele, espero que o leitor goste dele esse ano.